O vinho que chega até o consumidor passa por um processo complexo de vinificação, onde cada passo faz toda a diferença na sua qualidade e sabor. Considerada uma arte, seus processos básicos são milenares, que hoje estão associados às modernas tecnologias que só tornam os vinhos ainda mais especiais.

A primeira etapa da vinificação

Como a uva é o principal ingrediente para o vinho, a escolha do solo ideal e sua colheita são fundamentais para a qualidade da bebida. As vinícolas buscam os terrenos mais apropriados para cada tipo de videira, já que algumas qualidades de uvas se adaptam mais em solos hostis e outras preferem climas bem frios e altos.

Após serem plantadas, as videiras precisam de cuidados especiais para que possam gerar os melhores frutos. Manter o solo irrigado e saudável são alguns cuidados que proporcionam os nutrientes que elas precisam para crescer ricas em aromas. Há algumas técnicas de cultivo que variam de acordo com o clima, o local e o tipo de videira, mas todas apresentam suas técnicas para o controle de doenças e pragas e a condução do crescimento da videira.

Ao final dessa primeira etapa, a colheita é considerada a decisão mais difícil, já que precisa ser realizada no momento certo. É preciso acompanhar o estágio da maturação da uva (que varia conforme o local, a forma de plantio e a qualidade da fruta) para evitar que sejam colhidas antecipadamente e acabem gerando vinhos menos alcoólicos e mais ácidos. Já as mais tardias fazem vinhos muito alcoólicos e pouco ácidos.

Da fermentação aos tonéis

As enormes tinas onde colonos amassavam as uvas com os pés foram substituídas por uma desengaçadeira-esmagadeira, máquina que remove o engaço das uvas e vai rompendo as cascas com delicadeza. Para vinhos brancos, a máquina usada é a prensagem. Os rosés são fermentados com as cascas e não passam por esse processo.

Mas a grande magia da criação dos vinhos acontece no processo seguinte: a sua fermentação. A primeira etapa transforma o açúcar presente nas uvas em álcool. É preciso ter controle total da temperatura, do tempo, do processo, contato com o ar, oxigenação e presença de leveduras. O direcionamento dessa etapa dará vinhos mais frutados ou encorpados.

A segunda etapa da fermentação não é regra e depende da vinícola. Nela é realizada a fermentação malolática, onde é reduzida a acidez. Ela dá sequência ao processo de maturação do vinho, que ocorre de forma gradual. É nesse processo que a bebida recebe novas características nos tonéis de carvalho, até ser engarrafado e chegar ao consumidor. Depois, o tempo até a degustação definirá a qualidade dos vinhos.

Continue acompanhando o blog da Ville du Vin para conhecer mais sobre o maravilhoso mundo do vinho! Para se aprofundar ainda mais, conheça e assine o Benvino – Clube de Assinatura de Vinhos.


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